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Política x saúde: a novela das vacinas e o futuro da população

A corrida pelas vacinas no mundo todo agora ganha um novo capítulo no Brasil. Diante do cenário em que o presidente Bolsonaro desenhou para o nosso País, a China é a principal personagem envolvendo o posicionamento político em detrimento da saúde da população.

Após o anúncio pelo Ministério da Saúde sobre a compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, Bolsonaro declarou, no dia seguinte, o cancelamento da compra, que incluiria o imunizante no Programa Nacional de Imunizações. A justificativa é de que a vacina não transmite segurança "pela sua origem" e não tem credibilidade, além dizer que “o vírus veio de lá” – “lá” leia-se China.

Mais uma vez a política dita o futuro da imunização da população brasileira, que quer uma vacina o quanto antes. Acusado de ser “cabo eleitoral” de João Dória, governador de São Paulo, Pazuello ficou “mal na fita” diante da declaração nacional do presidente, mas ainda tem a “confiança” dele e não será exonerado por ter anunciado a decisão.

Como Dória deve concorrer à presidência em 2022 junto com Bolsonaro e o acordo para compra da CoronaVac envolve o Instituto Butantan, que é vinculado ao governo paulista, a politização da saúde volta a ser alvo de críticas dos governadores de outros estados.

Após o anúncio, o vice-presidente Hamilton Mourão passou panos quentes, atribuindo, mais uma vez, a responsabilidade aos Estados, “que podem comprar a vacina com recursos próprios, desde que a Anvisa certifique”.

Ora, todas as vacinas precisam passar pela certificação da Anvisa para serem distribuídas e aplicadas na população. Segundo o diretor-presidente do órgão, a decisão de compra de uma vacina só pode ocorrer depois que o órgão concede o registro, “cujo principal critério é o melhor rigor científico, independente de qual é o país de origem”.

Dória saiu na frente anunciando a compra das vacinas pelo governo federal e isso desagradou o presidente, já que ambos são adversários políticos. A questão é que o país precisa imunizar 200 milhões de pessoas e o presidente tinha conhecimento sobre o acordo, que foi cancelado por pressão de seus apoiadores nas redes sociais. Perder a confiança do seu eleitorado está fora de cogitação para o presidente, que imediatamente anunciou o cancelamento da compra.

A pergunta que ainda não tem resposta, mas que já podemos prever o teor da resposta é: como imunizar a população e fazer com que a vacina chegue para todos?

Sabemos que o SUS tem a capilaridade necessária para fazer a vacina chegar em todo o território brasileiro, mas a decisão sobre qual delas será aplicada passa pelos municípios e governos estaduais, que segundo Mourão, “tem recursos próprios”. De acordo com o governador de São Paulo, a vacina chinesa estará disponível no SUS e será obrigatória. Se os demais estados terão acesso ainda não sabemos.

Vale lembrar que o Instituto Butantan é o maior fornecedor de vacina para o Programa Nacional de Imunização e tem a confiança do país, logicamente ele será um dos fornecedores, caso a vacina chinesa passe por todo o processo da Anvisa.

Sou a favor da imunização da população e da obrigatoriedade da vacina, embora essa não seja a orientação do governo federal. Espero que até a aprovação e certificação das vacinas o bom senso fale mais alto em prol da saúde dos brasileiros.

Um abraço,

Professor Roberto Bolonhini Junior.

Fontes: Estadão, G1, Abal

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